Inimigos do Homem #2 – Pecado Venial

pecado venial inimigos do homem

Será o pecado venial uma espécie de pecadinho leve de pouca monta? É o que veremos neste segundo episódio da série Inimigos do Homem, produzido por Diego Amaya Vasquez com base na obra Teología de la Perfección Cristiana, do Fr. Antonio Royo Marín, O.P.

Recordemos o que o Catecismo da Igreja Católica ensina a esse respeito:

1862. Comete-se um pecado venial quando, em matéria leve, não se observa a medida prescrita pela lei moral ou quando, em matéria grave, se desobedece à lei moral, mas sem pleno conhecimento ou sem total consentimento.

1863. O pecado venial enfraquece a caridade, traduz um afeto desordenado aos bens criados, impede o progresso da pessoa no exercício das virtudes e na prática do bem moral; e merece penas temporais. O pecado venial deliberado e não seguido de arrependimento, dispõe, a pouco e pouco, para cometer o pecado mortal. No entanto, o pecado venial não quebra a aliança com Deus e é humanamente reparável com a graça de Deus. «Não priva da graça santificante, da amizade com Deus, da caridade, nem, portanto, da bem-aventurança eterna».

«Enquanto vive na carne, o homem não é capaz de evitar totalmente o pecado, pelo menos os pecados leves. Mas estes pecados, que chamamos leves, não os tenhas por insignificantes. Se os tens por insignificantes quando os pesas, treme quando os contas. Muitos objetos leves fazem uma massa pesada; muitas gotas de água enchem um rio; muitos grãos fazem um monte. Onde, então, está a nossa esperança? Antes de mais, na confissão…».

Não pensemos, contudo, que são pecados menores ou de pouca importância. O mesmo Catecismo nos diz que “aos olhos da fé, nenhum mal é mais grave que o pecado, e nada tem conseqüências piores para os próprios pecador, e para a Igreja e para o mundo inteiro” (Catecismo da Igreja Católica, §1488).

Muitos santos nos recordaram os perigos dos pecados veniais. Dentre eles, lembremo-nos:

  • Santo Agostinho: “O homem não pode, enquanto está na carne, evitar todos os pecados, pelo menos os pecados leves. Mas esses pecados que chamamos leves, não os consideras insignificantes: se os consideras insignificantes ao pesá-los, treme ao contá-los. Um grande número de objetos leves faz uma grande massa; um grande número de gotas enche um rio; um grande número de grãos faz um montão. Qual é então nossa esperança? Antes de tudo, a confissão…” (Ep. João 1,6).
  • Santo Anselmo: “Quem terá a ousadia de dizer: isto é só um pecado venial, e, portanto, não é um grande mal? Se Deus é ofendido, como se poderá afirmar que isso é um pequeno mal?”
  • São Domingos Sávio repetia incessantemente: “Antes morrer do que pecar”.

Esforcemo-nos para não cair em pecado algum, venial ou mortal. A batalha é dura, mas com o auxílio de nosso Glorioso Patriarca São José e da Bem-Aventurada Virgem Maria, refugium peccatorum, podemos vencer.

Bravus,
Pela hombridade

Música de abertura e fechamento

Wellingtons Sieg oder die Schlacht bei Vittoria (Op. 91) (1813)
Ludwig van Beethoven
Execução: Jason Weinberger & Waterloo-Cedar Falls Symphony
Copyright: Creative Commons Attribution 3.0

Créditos

Roteiro e Narração: Diego Amaya Vasquez
Edição e publicação: Daniel Pereira Volpato

Você pode gostar...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto: