Fróes Responde – Ep. 2 – Cultura da diversão

Este texto também nasceu de uma conversa com um confrade, que me perguntou: “Se Deus nos fez para a felicidade, por que as pessoas sofrem tanto?”.

Na verdade, esta é uma ótima pergunta para os dias de hoje, em que as pessoas confundem felicidade com alegria. Vivemos em um mundo no qual a busca pelo prazer e diversão é interminável.

A felicidade é um estado duradouro de plena satisfação que envolve o equilíbrio físico, mental e, sobretudo, espiritual. A alegria, no entanto, é um estado curto de satisfação, regozijo e prazer. Sendo coisas diferentes, situações e coisas diferentes nos levam a estes estados.

Vivemos em um mundo que busca o tempo todo o prazer e a diversão como quem busca uma nova dose de uma droga que perpetua em nós o estado de alegria. Essas doses podem vir em forma de pornografia, masturbação, sexo casual, maratona Netflix, bebidas, baladas etc. Não só as pessoas precisam estar alegres como, também, precisam mostrar ao mundo o quanto estão bem com postagens em redes sociais, que revelam um estado impossível de animação perene e que escondem uma profunda solidão, falta de propósito e superficialidade.

Mas, se você for capaz de driblar as armadilhas do canhoto e tentar viver a verdadeira felicidade, o caminho é completamente diferente, confrade. Lembra que a felicidade é plenitude e equilíbrio? Como diz D. Eunice, a nossa tia do café, “é aí que a porca torce o rabo”.

É impossível atingir a plenitude e o equilíbrio sem passar por sofrimentos e provações (exceto, é claro, pela graça de Deus). De que outra forma, se não por meio das dificuldades que nos são impostas pela vida podemos forjar as virtudes necessárias para atingir a plenitude e o equilíbrio?

É possível desenvolver paciência sem experimentar a ansiedade? É possível ser justo sem ter experimentado a raiva de ser injustiçado? É possível ser magnânimo sem ter experimentado o erro e o perdão alheio? É possível ser trabalhador sem experimentar dias difíceis e desafios profissionais? É possível ter esperança sem ter experimentado o sofrimento?

Você é uma espada nas mãos de Deus, que é o artífice. Será aquecido até quase derreter, esfriado até quase congelar, afogado, martelado até ficar modelado, e amolado até ter o corte exato. E não acaba aí, não. No fim, você será testado. Se não prestar, será atirado fora. Se for uma boa espada e não resistir aos movimentos do seu Senhor, aí sim você será pleno, porque só é pleno quem é útil e só é útil quem está disposto e plenamente apto a servir.

Meus três leitores, pessoas de garbo, elegância e inteligência aguda, já perceberam o que quero dizer. A felicidade está em ser útil e servir, então sim, Deus te fez para a felicidade e usa todos os seus problemas e mazelas para ajudar você a ser feliz.

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