Protejam as nossas Crianças!

Tenho assistido atônito à histeria das últimas semanas com relação às mudanças climáticas. São milhares de notícias apocalípticas, algumas dizendo que temos que mudar o nosso modo de vida imediatamente para minimizar o impacto no clima e outras dizendo que já é tarde demais para essas mudanças. Contudo, em todas estas notícias a mensagem é de fome, guerra, anarquia urbana, alagamentos e toda a sorte de desgraças que virão nos próximos quinze anos.

Eu já passei dos quarenta anos e vejo notícias alarmistas como estas desde a década de oitenta. Naquela época as notícias nos davam os mesmos quinze anos para que ilhas e até nações inteiras fossem  engolidas pelo mar que subiria em proporções bíblicas. Sem falar nas previsões do ex vice-presidente esquerdista dos EUA, Al Gore, que fez uma fortuna com as suas palestras e seu livro anunciando o fim do mundo para 2014 se nada fosse feito. Bem, nada foi feito e estamos em 2019.

Al Gore, em 2010, no meio do seu ativismo ambientalista, comprou uma casa de 8.9 milhões de dólares em Montecito, Califórnia, de frente para o mar. Ou ele sabia que estava vendendo papo furado ou realmente tinha uma fé inabalável que as nações ouviriam os seus apelos. Este pobre escriba mora no estado do Rio e não viu nenhuma única celebridade que faz ativismo apocalíptico-climático vender o seu apartamento de frente para a praia.

Veja bem, meu perspicaz leitor, eu não estou, de forma alguma, negando que o clima está aquecendo. Eu não brigo com os fatos e não tenho a formação necessária para um debate técnico (embora hoje em dia toda a esquerda brasileira pareça ser composta por climatologistas doutorados em Harvard). Contudo vejo que não há consenso algum entre os especialistas em clima com relação à influência da ação humana no clima. Ao contrário, muitos especialistas importantes como o professor Ricardo Felício defendem que o que vivemos hoje faz parte de ciclos climáticos pelos quais passa a nossa bola azul e que existem inúmeros motivos mais determinantes para as mudanças do que a ação humana.

Também não defendo que saiamos por aí matando micos leões dourados, desperdiçando água e sujando as ruas e oceanos. Deus nos deu este planeta e devemos cuidar dele. Devemos conservá-lo e usar os seus recursos de forma a melhorar a qualidade de vida de toda a humanidade. Notou a diferença? Estou dizendo é que a natureza está aí para nos servir e não o contrário. Uma vida humana vale mais que todos os micos leões da amazônia.

Você deve estar se perguntando porque você está lendo isso em um blog sobre masculinidade. Eu respondo: Porque as nossas crianças estão apavoradas. Pela primeira vez na história da humanidade crianças no mundo todo tem medo de morrer. Adultos, professores e até alguns padres têm colocado medo no coração das nossas crianças. Isso é uma violência. Ainda que houvesse uma ameaça real de aniquilação em massa seria errado colocar esta carga nos corações de nossas crianças. O nosso dever é protegê-las e ser um escudo, é mantê-las seguras física e emocionalmente.

Eu estou convocando, você, homem, a reagir a este absurdo. Crianças não tinham medo da morte durante as guerras mundiais, durante a guerra fria sob a ameaça de guerra nuclear porque os adultos as protegiam da dura realidade, mas esta que é a geração com maior conforto material da história, está apavorada porque adultos desta geração não cumprem o seu papel de protegê-las.Reclamem nas escolas de seus filhos, reclamem em suas paróquias, reclamem aonde for preciso. Mas protejam as nossas crianças. Olhem nos olhos de seus filhos, sobrinhos, filhos de amigos e vizinhos e diga a eles: “Tudo vai ficar bem. Sonhem seus sonhos e brinquem as suas brincadeiras”.

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